2 de junho de 2012

Sacramentos


O próximo encontro da minha turminha de catequese será sobre os Sacramentos.
Vou levar estes esqueminhas de fixação para entregar para eles, lembram?



Segue um artigo interessante sobre o tema, que encontrei aqui:

SACRAMENTOS: Sinais do Amor de Nosso Deus

Toda experiência humana está repleta de sinais e símbolos. O ser humano é um ser simbólico. Ele é capaz de captar, interpretar e expressar a realidade de forma plural e, ainda, vivenciá-la de forma afetiva. Celebra socialmente certos acontecimentos de sua vida impregnados de significado. Desde o nascer, o crescer, o comprometer-se, o perdoar, o partilhar, o envelhecer e o morrer, em tudo na vida haverá sempre algo que palavra nenhuma é capaz de dizer tudo o que expressam estes momentos.

Em um encontro, Pe. Marciel Catâneo nos contou esta história cheia de significado, porque ligada a símbolos e sinais que falavam da vida, sem muitas explicações:

Um casal, em lua de mel, foi jantar em um restaurante. Neste jantar foi servido vinho em taças. Após o jantar, o casal solicitou ao dono do restaurante um presente: as duas taças.

Ao chegar em casa, colocaram as taças em um lugar de destaque, porque simbolizavam todo o primeiro amor vivido, experimentado e comprometido um para o outro.

Com o passar do tempo, apareceram as dificuldades, os desafios, isto é, brigas, desencontros...

Porém, cada vez que isto acontecia, um dos dois colocava as taças na mesa, recordando que era preciso voltar ao primeiro amor.

Amor este que era capaz de fazer superar qualquer contratempo.

As taças são instrumentos simbólicos, são sinais que recordam uma realidade vivida e que se perpetua para sempre.

Os sacramentos nos permitem fazer a experiência do encontro com o amor de um Deus que se faz humano no meio de nós. Ele nos lembra que é preciso voltar ao seu primeiro amor pois, são muitos os sinais presentes em nossa vida que falam deste amor. “Eu amei você com amor eterno; por isso, conservei o meu amor por você” (Jr 31, 3).

Dinâmica

No dia-a-dia percebemos a presença de tantos símbolos, sinais e gestos que falam de muitas realidades. Ou ainda, são capazes de trazer à nossa mente muitas coisas de grande significado:

1) Trazer uma caixa de presente, enfeitada e bonita.

  • Passá-la entre os presentes em silêncio;
  • Um jogará ao outro: quem a receber dirá uma palavra significativa.
  • Solicitar que alguém dramatize algo em silêncio com a caixa.
  • Alguém diga uma frase a partir da caixa.


2) Descobrir em grupo a partir das atividades acima:

  • Os mais diversos gestos usados.
  • Palavras pronunciadas.
  • O que significou brincar com a caixa.
  • O que ela lembrou de nossa vida.

As taças, a caixa... são objetos que lembram algo mais. Eles possuem grande significado dentro da realidade que vivemos.

Os sacramentos falam

Nos sete sacramentos temos uma riqueza imensa, onde Deus se revela através de simples símbolos, sinais e gestos.

Diz A. Beckäuser:
“O importante é que deixemos os símbolos falarem, que demos vida a eles, pois eles podem falar de Deus, de Cristo, de nós mesmos e de nossos irmãos. Mas, não querem falar apenas dessas realidades e sim comunicar-nos com elas”.
Distribuir para os participantes, em pequenas fichas, nomes de símbolos que falam algo de Deus e da vida:
Água, luz, pão, vinho, aliança, semente, barca, chave, cruz, cálice, estrela, fermento, fogo, flores, fonte, fruto, lâmpada, mar, mão, nuvens, óleo, pedra, porta, rede, sal, sol, sino, tenda, veste, vento, vaso....

a) Que significado eles têm para nossa vida?

b) Quais os que se relacionam mais com os sete sacramentos? Por quê?

Jesus manifestou através de sua vida a vontade salvadora do Pai. Suas palavras, gestos e ações foram e são, ainda hoje, salvadores.

Por isso, Ele é o sacramento do Pai. Nele celebramos os sete sacramentos. Estes se situam no contexto da realidade humana: alegrias, lutas, sofrimentos, alianças, preocupações... Jesus salva o ser humano como um todo e quer que viva com intensidade.

Então, existe uma conexão total entre a salvação realizada por Cristo, os SACRAMENTOS, e também com a experiência humana.

Os Sete gestos de Jesus

Todos os sacramentos têm como centro o próprio Jesus Cristo. Ele realizou gestos concretos em favor da vida. Assim, os sacramentos são sinais visíveis, concretos e eficazes da presença do amor de Deus.

Batismo: o sacramento da dignidade.
Jesus disse: “Vão e façam com que todos os povos se tornem meus discípulos batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo” (Mt 28, 19).

  • Os símbolos água, óleo, vela, veste nova nos falam da vida de Deus e de seu amor a cada ser humano e, ao mesmo tempo, que somos acolhidos como membros em uma comunidade.


Crisma: sacramento da responsabilidade. 
“Pedro e Paulo impuseram as mãos sobre os samaritanos e eles receberam o Espírito Santo” (At 8, 17).

  • São dois os sinais da crisma: imposição das mãos - consagração ao Espírito Santo - e a Unção - sinal da cruz, na testa com óleo santo.


Eucaristia: sacramento da vida
Jesus tomou o pão, agradeceu a Deus, partiu o pão e distribuiu aos discípulos, dizendo: “Isto é meu corpo, que é dado a vocês” (Lc 22, 19).

  • Os símbolos são pão e vinho que Jesus usou numa refeição. Ele quer saciar a fome e a sede de todos que o buscam.


Reconciliação: Sacramento da convivência.
Jesus tranqüiliza a pecadora na casa de Simão: “Teus pecados estão perdoados” (Lc 7, 48).

O sinal da cruz traçado sobre nós significa que Jesus nos perdoa e nos ama eternamente.

Unção dos enfermos: Sacramento da esperança.
Jesus ama os doentes e pecadores. Perdoa os pecados e restitui a saúde ao paralítico de Cafarnaum. “Os teus pecados estão perdoados. Levanta-te, toma o teu leito e anda” (Mc 2, 9).

  • O óleo é o símbolo usado, significando Cristo que alivia a dor e restitui a vida.


Ordem: Sacramento do serviço.
Jesus lava os pés dos discípulos. Coloca-se a serviço de todos:
“Eu lavei os seus pés; por isso vocês devem lavar os pés uns dos outros” (Jo 13, 14).

  • Os símbolos são: o óleo que unge e consagra para o serviço a Deus e aos irmãos. A estola lembra o avental com que Cristo lavou os pés dos discípulos e simboliza a autoridade de Cristo para servir o povo.


Matrimônio: Sacramento do amor
Jesus participa de uma festa de casamento. “No terceiro dia, houve uma festa de casamento em Caná da Galiléia, Jesus e sua mãe estavam aí” (Jo 2, 1).

  • O maior símbolo é a promessa de fidelidade que um declara ao outro. A aliança é a confirmação eterna desta promessa. A bênção e a imposição das mãos testemunham a presença de Deus na vida do casal e, portanto, reafirma a bênção e a santificação da união na família.


Os sacramentos dão força e coragem, ânimo e inspiração para uma vida mais cristã. Eles acompanham as diferentes etapas do ser humano.

Na vivência dos sacramentos, nos tornamos seguidores mais autênticos e corajosos de Jesus e imitando-o seremos verdadeiras testemunhas de seu amor.

Através de cada sacramento Jesus nos confirma: “Eu vim para que todos tenham Vida e Vida em abundância” (Jo 10, 10).

Ir. Marlene Bertoldi


31 de maio de 2012

Santíssima Trindade

Neste final de semana, a Igreja celebra a solenidade da Santíssima Trindade. Nesta festa somos chamados a nos debruçar sobre essa verdade: Deus é uno e trino. Um Deus em três pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo, que invocamos sempre quando participamos da missa ou fazemos uma oração. É o sinal de todo cristão.

A Santíssima Trindade vem nos mostrar também que Deus é único, mas não solitário. E ressalta que, para alcançarmos a santidade, temos que aprender a amar e conviver fraternalmente com o próximo, como nos ensinou Jesus (Mc 12, 30-31).

Amparados em Deus, uno e trino, peçamos a graça de sempre ajudar quem precisa com essa oração a Santíssima Trindade:
    Santíssima Trindade, me acompanha por toda a vida,
    seja sempre meu refúgio seguro.
    Pai Eterno, abençoa-me,
    Jesus Cristo, Verbo de Deus, ajuda-me,
    Espírito Santo, santifica-me.
    Com a Santíssima Trindade,
    que eu busque sempre o bem.
Que Deus, na sua infinita misericórdia, abençoe você e sua família.

(Padre Reginaldo Manzotti)

A fé católica, pois, é esta:

Adoramos um Deus em Trindade e a Trindade em Unidade.
Sem confundirmos as Pessoas ou dividir a substância.
Porque uma é a Pessoa do Pai,
outra a do Filho, outra a do Espírito Santo.
Mas o Pai, o Filho e o Espírito Santo têm uma só divindade,
Glória igual e co-eterna Majestade.
O que o Pai é, tal é o Filho e tal o Espírito Santo.
O Pai é increado, o Filho é increado e o Espírito Santo é increado.
O Pai é imenso, o Filho é imenso e o Espírito Santo é imenso.
O Pai é eterno, o Filho é eterno e o Espírito Santo é eterno.
No entanto não são três eternos, mas Um.
Bem como não há três imensos, nem três increados,
mas Um Increado e Um Imenso.
Semelhantemente o Pai é Omnipotente, o Filho Omnipotente
e o Espírito Santo Omnipotente.
E contudo não são três Omnipotentes, mas um Omnipotente.
Assim também o Pai é Deus,
o Filho é Deus e o Espírito Santo é Deus.
Do mesmo modo o Pai é Senhor,
o Filho é Senhor e o Espírito Santo é Senhor.
E apesar disso, não são três Senhores,
mas Um só Senhor.
Porque, como a verdade cristã nos obriga a confessar
que cada uma das Pessoas por si só é Deus e Senhor,
assim a religião católica proíbe-nos dizer
que há três Deuses ou três Senhores.
O Pai não foi feito por ninguém,
nem foi criado, nem gerado.
O Filho é do Pai somente;
não foi feito, nem foi criado, mas gerado.
O Espírito Santo é do Pai e do Filho;
não foi criado, nem gerado,
mas, deles procede.
Há, pois, um só Pai, e não três Pais;
um só Filho, e não três Filhos;
um só Espírito Santo, e não três Espíritos Santos.
E nesta Trindade não há primeiro nem último;
nem um é maior ou menor do que o outro;
mas as três pessoas são justamente
de uma mesma eternidade e igualdade.
De sorte que no todo como já se disse,
cumpre adorar a Unidade na Trindade
e a Trindade na Unidade.
Aquele, pois, que quiser salvar-se,
deve assim pensar e crer na Trindade.
Além disto é necessário, para alcançar a salvação eterna,
crer fielmente na Incarnação de nosso Senhor Jesus Cristo.
A verdadeira fé, pois, consiste em crermos e confessarmos
que nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e Homem:
Deus, gerado do Pai antes do tempo ser tempo;
nascido em seu tempo da substância de sua Mãe.
Deus perfeito, e Homem perfeito:
com alma racional e carne humana.
Ele é igual ao Pai segundo a sua Divindade
e inferior ao Pai segundo a sua Humanidade.
O qual, apesar de ser Deus e Homem, não é dois, mas um só Cristo.
Um, não pela conversão da Divindade em carne,
mas pela assunção da sua Humanidade em Deus.
Ele é inteiramente um, não por mistura de Substâncias,
mas porque é uma só Pessoa.
Porque assim como a alma racional e a carne é um homem:
assim Deus e Homem é um Cristo.
O qual padeceu para nossa salvação,
desceu ao Hades,
ao terceiro dia ressurgiu dos mortos.
Subiu ao Céu e está sentado à mão direita de Deus, Pai Omnipotente;
de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.
A cuja vinda todos os homens ressuscitarão com os seus corpos
e darão contas das suas próprias obras.
E os que tiverem trabalhado bem, irão para a vida eterna;
e os que mal, para o fogo eterno.

(Retirado do Creio de Atanásio)

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