30 de maio de 2011

Não tenha medo

(Mt 10,26-33)

Em três vezes Jesus repete: Não tenham medo! A partir desta insistência chego a conclusão de que talvez o medo tenha sido o maior problema para os discípulos. Medo de que? Das perseguições que os seus discípulos terão que enfrentar: hão-de entregar-vos aos tribunais; hão de acoitar-vos nas sinagogas. Irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará os filhos; os filhos se levantarão contra os pais e os matarão. Quando isso acontecer, não tenhais medo.

Para ti também me dirijo. Não tenhas medo meu irmão, minha irmã. Saibam que a perseguição não é sinal de fracasso, mas de fidelidade no seguimento de Jesus! Por isso, não deves ter medo, pois o Pai jamais iria abandoná-lo. Assim como o maior perigo era deixar que o medo paralisasse, ou levasse os discípulos a mudar de opção de vida, escolhendo a aprovação humana em lugar da fidelidade do discipulado, também o mesmo pode acontecer contigo.

Hoje, em geral não somos perseguidos por causa da nossa religião. Pelo menos enquanto limitamos a religião à esfera privada. O mundo até aprova a religião como opção particular, uma vez que não tenha conseqüências sociais e econômicas. Mas persegue a religião que ousa tirar as conclusões práticas do seguimento de Jesus, que veio para que todos tenham a vida e a tenham em abundância.

Por isso devemos levar a sério o que Jesus nos adverte quando diz não tenham medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma. Devemos temer, sim, a tentação de nos conformarmos com as exigências duma sociedade egoísta e idolátrica, que ameaça matar a alma das Igrejas, deixando-as com o seu corpo – templos, festas, honras, prédios, mas matando a sua alma – a prática da opção evangélica pelos oprimidos. Cada dia que passa, enfrentamos inúmeros martírios. É sinal que somos realmente uma igreja viva. Mas não é fácil mantermo-nos firmes diante das seduções da sociedade consumista, aliada às ameaças dos detentores do poder.

E por isso soa atual a última advertência do trecho, quem me renegar diante os homens, eu também renegarei diante do meu Pai. Mas também deve nos animar para a luta e a coerência a frase anterior, quem der testemunho de mim diante dos homens, também eu darei testemunho dele diante do meu Pai. Tanto o testemunho como a renegação não se faz com a boca, mas com as opções concretas em favor dos oprimidos ou dos opressores, no nível individual e eclesial. Por isso, não tenhas medo meu irmão e minha irmã. Diante de tudo o que tem acontecido contigo e por tudo o que tens passado quero com Mons. Jonas Abid, dizendo-te: AGUENTA FIRME MEU FILHO, MINHA FILHA.

Padre Bantu Mendonça K. Sayla

(Fonte)

Confia em mim
Vida Reluz
Composição : Cristina de Pádua Lorençoni

Vem que a tempestade já não pode te abalar
A segurança em meu barco encontrarás
Confia em mim o meu amor te abrigará
Sei que angustiado o coração se endureceu
mas eu entendo tudo o que te aconteceu
Ainda é tempo de voltar para o teu Deus
Não tenhas medo pois eu estou aqui é o teu Senhor quem diz
Quero guiar os passos teus
Vem entrega-te então farei morada em teu coração
E quando anoitecer cansado eu te encontrar
No silêncio teu eu irei te consolar
Nos braços meus descansarás
Forças te darei
Forças te darei

1 comente aqui:

Catequese Kids disse...

Que belo post Sheila!
Eu realmente precisava ler este artigo hoje...
Um beijo,
Layse